A poluição por plástico nos oceanos continua a ter consequências graves para a vida marinha. Um relatório da Oceana, divulgado em 2020, reuniu casos de quase 1.800 animais de 40 espécies afetados por resíduos plásticos nas águas dos Estados Unidos desde 2009.
A ingestão de plástico foi o problema mais frequente, representando cerca de 90% dos casos analisados. Os animais podem confundir estes resíduos com alimento ou engoli-los enquanto nadam e se alimentam. Uma vez no organismo, o plástico pode bloquear o sistema digestivo, causar ferimentos internos e impedir que o animal se alimente normalmente. Noutros casos, os animais ficam presos em resíduos e podem sofrer ferimentos, dificuldades de movimentação ou mesmo morrer.
O problema está longe de se limitar a objetos de grandes dimensões. O relatório encontrou sacos, embalagens de alimentos, linhas de pesca e outros resíduos comuns entre os materiais ingeridos ou responsáveis por emaranhamentos. Na altura do estudo, estimava-se que cerca de 15 milhões de toneladas de plástico chegassem aos oceanos todos os anos.
Evitar que estes resíduos cheguem ao mar começa nas práticas diárias de cada pessoa. A separação correta das embalagens, o encaminhamento dos resíduos para reciclagem e o cuidado para não deixar lixo em praias, ruas ou outros espaços públicos reduzem o risco de o plástico chegar a rios e, posteriormente, ao oceano.
Na Blueotter, defendemos que uma gestão de resíduos mais eficiente é essencial para proteger os ecossistemas. Reciclar corretamente o plástico e impedir que os resíduos sejam abandonados no ambiente ajuda a manter estes materiais dentro do circuito de valorização e longe dos oceanos.